Ser ecológico

Timothy Morton


TRADUÇÃO  Maíra Mendes Galvão
TEXTO DE ORELHA  Tiago Novaes
CAPA  Elisa von Randow / Alles Blau
R$ 58,00
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SOBRE O LIVRO
Não se interessa por livros sobre ecologia? Este livro é para você. Livros sobre ecologia geralmente trazem uma enxurrada de dados, às vezes com validade vencida quando chegam até você. E fazem você se sentir mal. Ser ecológico não tem nada disso. “Este livro é sobre como vivenciar o conhecimento sobre ecologia”: assim define Timothy Morton, uma das “vozes mais populares para a nova época” das mudanças climáticas, segundo o jornal The Guardian.
Morton não menciona os biomas ameaçados, a lentidão dos acordos climáticos, não apresenta infográficos nem “fatos ecológicos” estarrecedores, muitos dos quais já temos conhecimento. O livro propõe uma abordagem distinta do “modo enxurrada de informações”, esse modo típico do discurso ambiental que é repercutido na imprensa e nas redes sociais, e que está presente em quase todas publicações sobre as mudanças climáticas.
Como alternativa, Morton recorre às filosofias de Kant e Heidegger, a um desenho dos Simpsons, à mecânica quântica ou a uma letra do Talking Heads, para nos ajudar a entender o alcance filosófico e político de viver na era do aquecimento global. De maneira bem-humorada, discute quais ações seriam consideradas ecológicas hoje: defender conceitos como “sustentabilidade” ou “geoengenharia”? Começar uma revolução global? Ir ao parque para sentir o aroma das plantas? Visitar o museu perto de casa? No fim, descobrimos que ser ecológico é bem mais fácil do que se imagina.
Ser ecológico é o segundo livro de Morton publicado no Brasil. O primeiro, O pensamento ecológico, também foi lançado pela Quina Editora.
ANO DE LANÇAMENTO 2023
ISBN 978659979524-4
IMAGEM DE CAPA Thom Medrado
ACABAMENTO Brochura
FORMATO 13,5 × 21 cm
PESO 0,270 kg
PÁGINAS 216
TÍTULO ORIGINAL Being Ecological
AUTOR

Timothy Morton nasceu em Londres, em 1968, e leciona literatura inglesa na Rice University (Houston). Realizou projetos com vários artistas como Björk, Olafur Eliasson, Sabrina Scott. Escreveu livros e ensaios sobre filosofia, ecologia, crítica literária e artes visuais. Em 2020, a revista Prospect incluiu Morton entre os 50 pensadores mais influentes do nosso tempo.

O QUE FALARAM DO LIVRO
Um guia essencial e descontraído escrito por uma das principais referências do pensamento filosófico atual sobre ecologia.
 
JEFF VANDERMEER
escritor, autor da trilogia Southern Reach 
Morton faz um esforço admirável para transformar o discurso sobre as mudanças climáticas em algo mais atraente para um grande número de leitores… Em vez de tentar solucionar ansiosamente os efeitos negativos de ações ou políticas ambientais – um esforço inútil em nosso mundo complexo e dinâmico – Morton nos dá permissão para aceitarmos a incerteza.
 
MASSIVE
Tenho lido os livros de Tim há algum tempo e gosto muito deles.
 
BJÖRK
cantora e compositora
Somos convidados a despertar para a alquimia das noções de verdade, o seu franco e questionável poder de persuasão. Do ecossistema-deus-engrenagem, poderemos retomar o caráter insubstituível das partes. Timothy Morton recua e combina elementos até identificar os nós e as regras do gênero do discurso do debate ambiental e aproxima um olhar estético sobre a elasticidade do tempo, a vertigem das proporções e o jogo de significados e funções desta multiplicidade que somos e da qual fazemos parte.
 
TIAGO NOVAES
escritor, professor de escrita criativa, autor de Baleias no deserto
TRECHOS DO LIVRO
  • Quem é culpado pela mudança climática? Os americanos que inventaram o ar condicionado ou os chineses e os indianos que estão ávidos para usá-lo? Isso não quer dizer que alguns seres não sejam mais culpados do que outros. Os humanos causaram o aquecimento global, não as tartarugas marinhas. É a maneira como pensamos sobre essa culpa que é crucial.
  • Muito do discurso ecológico atual é na verdade discurso da economia do petróleo. De fato, quase todo discurso ecológico não é discurso ecológico coisa nenhuma. O discurso ecológico está profundamente distorcido pela economia do petróleo em que vivemos. Todo esse linguajar sobre eficiência e sustentabilidade tem a ver com competir por recursos escassos e altamente tóxicos.
  • Claro, a gente pode consertar o planeta. Mas por quê? Em termos psíquicos, seria como se estivéssemos sendo esmagados. E os modos de que dispomos para planejar aquilo que reiniciaria as coisas são parte do problema. Atualmente, nossas formas de reiniciar a realidade tendem a se basear na ruptura de nossas conexões com seres não-humanos sob vários aspectos: social, psíquico e filosófico. Por isso, temos à nossa disposição ferramentas políticas, técnicas e psíquicas que seriam inadequadas para consertar as coisas. Por outro lado, ficar em posição fetal se desesperando também não vai ajudar em nada. Em vez de imaginar que tudo é inútil e que o apocalipse chegou (ah, não tem mais jeito mesmo...) e em vez de pensar que precisamos reimaginar completamente como fazer as coisas (não vamos chegar a lugar nenhum com essas posturas...), seria melhor começar de onde estamos e usar algumas das ferramentas inadequadas e quebradas que temos, e ver como elas se modificam quando são usadas em escalas e com formas de vida que não são familiares para nós, para quem essas ferramentas não foram projetadas. No processo, essas ferramentas podem acabar passando por mudanças.
  • Sou bastante contra o fatalismo de pensar que este é o fim do mundo, ou que o fim do mundo é iminente. De certo modo, é como se o fim do mundo já tivesse acontecido, se entendermos por mundo o conjunto estável de pontos de referência que guiam nossas ações. Assim como Nietzsche proclamou que Deus está morto, talvez devêssemos ousadamente proclamar que o mundo está morto. Agora que existe essa variedade estonteante de escalas nas quais podemos pensar e agir – a escala do ecossistema, a escala do planeta, a escala da biosfera, a escala humana, a escala da baleia azul... – o fim do “mundo” já chegou. E, na verdade, isso é um alívio. Significa que não precisamos mais nos prender a todo custo a uma fantasia, à fantasia do antropocentrismo, que é imprecisa e violenta. É como naqueles filmes de terror em que o herói ou a heroína descobrem que já estão mortos. Se você já morreu, não tem mais nada a temer, não é?

ÍNDICE DO LIVRO

Introdução: Não é mais
uma enxurrada de informações

1. E se você estiver vivendo em uma era de extinção em massa?

2. …E o osso da coxa está ligado ao osso do depósito de resíduos tóxicos

3. Afinação

4. Uma breve história do pensamento ecológico

Agradecimentos

Notas

Índice onomástico

VÍDEOS E PODCASTS
Ser ecológico
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