Com tradução de Julián Fuks, livro de Mariano Horenstein analisa a condição estrangeira da psicanálise

Ser estrangeira é mais do que uma contingência histórica para a psicanálise. É seu traço constitutivo, ainda que por vezes esquecido. A psicanálise nasceu estrangeira e só encontra sua legitimidade quando preserva essa condição.
É a partir dessa constatação e da análise da ideia de “lugar” que os textos de Mariano Horenstein percorrem territórios inesperados para um ensaio psicanalítico: a tabela periódica de Mendeleiev e seus espaços vazios, a arte postal de Eugenio Dittborn, as teias colaborativas de Tomás Saraceno, o terroir das vinícolas, a geopolítica do saber analítico.
Em cada um desses desvios, o argumento retorna: a psicanálise só preserva sua força quando se reconhece como corpo estranho, marginal e inassimilável ao lugar onde é praticada; uma tese especialmente cara para nós, latino-americanos.
Com tradução de Julián Fuks, O divã e a bússola interessa não apenas a quem pratica ou deseja praticar a psicanálise, mas principalmente ao leitor que percebe em si algo da condição estrangeira.
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Lançamento em São Paulo

Livraria Espelho
Rua Alagoas, 503
São Paulo/SP
Sexta 16/10 – 18h30
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