Uma história concisa da música ocidental

Paul Griffiths


TRADUÇÃO  Eduardo Socha
TEXTO DE ORELHA  Camila Fresca
CAPA  Estúdio Arquivo
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Sobre o livro
Informativa e imersiva, esta história da música ocidental se orienta pelas transformações sociais da noção de tempo ao longo dos séculos. Paul Griffiths mostra como a evolução da música ocidental sempre acompanhou as percepções de diferentes temporalidades, desde a eternidade divina dos céus até o nanossegundo do computador.
Em 24 capítulos breves, compositores e intérpretes, teorias e obras, mas também discussões e ideias em constante movimento sobre o que é música e qual sua função, são apresentados em uma narrativa envolvente. 
Seu estudo recua à pré-história, registrando flautas feitas de ossos das escápulas, datadas de 9.000-8.000 anos atrás. Griffiths analisa os fundamentos da música grega, o surgimento da notação musical e da partitura e chega até as inovações formais no século 21, sempre indicando as correspondentes transformações do conceito de tempo. Sua narrativa nos transporta para aldeias neolíticas, igrejas medievais, salões de cortes europeias, teatros de ópera e palcos contemporâneos. 
Uma história concisa da música ocidental oferece uma introdução acessível a estudantes e interessados, sem notas de rodapé e com o mínimo de termos técnicos, todos definidos em um glossário. Ao mesmo tempo, sua abordagem criativa e rigorosa torna o livro valioso para professores e músicos.
A edição traz ainda recomendações de leituras e gravações para cada um dos capítulos.
ANO DE LANÇAMENTO 2024
ISBN 978659979529-9
ACABAMENTO Brochura
CAPA
Estúdio Arquivo
FORMATO 13,5 cm × 21 cm
PESO 0,490 kg
PÁGINAS 400
TÍTULO ORIGINAL A Concise History of Western Music
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Autor

Paul Griffiths nasceu no País de Gales, em 1947, e é considerado um dos principais musicólogos britânicos. Além de crítico musical, também escreve obras de ficção e libretos. É autor da obra de referência The Penguin Companion to Classical Music e tem dois livros publicados no Brasil, Enciclopédia da música do século 20 e A música moderna: uma história concisa e ilustrada de Debussy a Boulez.

O que falaram do livro
Para músicos, esta história da música apresenta uma abordagem por vezes inusual, que desperta novas formas de pensar essa arte; para os leigos, é um livro acessível e entusiasmante.” 
CAMILA FRESCA
Pesquisadora e jornalista especializada em música
[…] a atenção às formas como as diferentes músicas do passado e do presente “avançam no tempo” é a principal novidade deste livro […] o livro é engenhoso e bem fundamentado”
JOSEPH KERMAN
The New York Review
Uma narrativa fascinante e detalhada […] sem dúvida, uma das leituras mais estimulantes sobre a música ocidental.”
BBC MUSIC MAGAZINE
Sob um título neutro, há um texto extremamente cuidadoso: uma história concisa, como está no título, mas também uma meditação afetuosa sobre a filosofia da música.”
THE GUARDIAN
O leitor em geral e nossos alunos sempre mereceram uma introdução mais imaginativa e criticamente envolvente da história da música. O livro de Paul Griffiths atende muito bem a esse propósito. […] O aspecto mais impressionante do livro é seu conteúdo abrangente, comparativo e inclusivo. A música do cabaré, Elvis Presley e os Rolling Stones são considerados. Debussy e Ives são discutidos na mesma frase quando o autor fala sobre compositores que exploram novas harmonias”

PAUL WATT
professor de música e co-editor de The Oxford Handbook of Music and Intellectual Culture in the Nineteenth Century
Trechos do livro
  • Uma pessoa sentada em uma caverna faz buracos em um osso esvaziado do tutano, move-o em direção à boca e assopra... uma flauta. A respiração vira som, e o tempo, através desse som, rec be uma forma. Ao ser som e tempo formado, a música começa. Ela deve ter começado muitas vezes. É quase certo que tenha começado em Geissenklösterle, no sudoeste da Alemanha, e em Divje Babe, na Eslovênia – dois lugares onde foram encontrados fragmentos de ossos drenados com furos inexplicáveis, entre 45.000 e 40.000 anos atrás, mais ou menos quando nossa espécie surgiu. É bem provável que, tão logo aparecemos, já estávamos fazendo música. Nessa época, fazíamos música com instrumentos que ou acabaram se desintegrando com o tempo ou sequer foram reconhecidos como tais, incluindo flautas de junco, tambores feitos de troncos, talvez pedras, chocalhos feitos de sementes, isso para não falar de batidas dos pés, palmas, vozes. [p. 11]
  • Todas as culturas musicais dependem das informações passadas de uma geração a outra, que sem dúvida são transmitidas com alterações; é assim que tradições são construídas. O que diferencia a tradição da música ocidental das demais tradições é sua grande dependência da notação, e isso tem consequências importantes. Em primeiro lugar, a notação estabelece uma separação entre compositores (que criam uma música que vai permanecer) e intérpretes (que recriam essa música no momento). Essa distinção existe em outras culturas, como a cultura tradicional chinesa, mas não há paralelo para o conceito ocidental de obra musical, como uma sinfonia de Beethoven, que é escrita em detalhes e que permite, portanto, apresentações que serão imediatamente reconhecidas como versões da mesma coisa. [p. 15-16]

Índice do livro

Agradecimentos

Capítulo 0 – Pré-história

Parte I. O tempo pleno
1 – Dos babilônios aos francos

Parte II. O tempo medido: 1100-1400
2 – Trovadores e organistas
3 – Ars nova e o relógio de Narciso

Parte III. O tempo percebido: 1400-1630
4 – Harmonia, a luz do tempo
5 – O brilho da Alta Renascença
6 – Reforma e sofrimento
7 – Falar em música

Parte IV. O tempo conhecido: 1630-1770
8 – Manhãs barrocas
9 – Fuga, concerto e paixão operística
10 – Rococó e reforma

Parte V. O tempo incorporado: 1770-1815
11 – A sonata como comédia
12 – O ímpeto da revolução

Parte VI. O tempo escapando: 1815-1907
13 – O surdo e o cantor
14 – Anjos e outros prodígios
15 – Os novos alemães e a antiga Viena
16 – Noites românticas
17 – Anoitecer e amanhecer

Parte VII. O tempo emaranhado: 1908-1975
18 – Começar de novo
19 – Para diante, para trás e para os lados
20 – As necessidades do povo
21 – Começar de novo e de novo
22 – Redemoinho

Parte VIII. O tempo perdido 1975-
23 – Ecos no labirinto
24 – Interlúdio

Glossário

Leituras e gravações recomendadas

Índice onomástico

VÍDEOS E PODCASTS
Uma história concisa da música ocidental
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