Minha análise com Freud

Reminiscências

Abram Kardiner


TRADUÇÃO  Nina Schipper
PROJETO DE MIOLO E CAPA  Henrique Xavier
POSFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA  Anat Tzur Mahalel
R$ 52,00
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Sobre o livro
No final de abril de 1921, Abram Kardiner recebeu uma carta de Freud com as seguintes palavras: “Tenho o prazer de aceitá-lo para análise…”. Assim também começa o relato de Kardiner sobre o período em que esteve em análise com Freud, em Viena. Sua narrativa é considerada uma das mais interessantes sobre a intimidade de uma experiência analítica com Freud.
O autor rememora, de maneira afetiva mas também crítica, a experiência que mudaria “seu destino e sua existência”, ocorrida cinco décadas antes. Com isso, Kardiner, que se tornaria um dos fundadores da New York Psychoanalytic Institute pouco tempo depois da análise, acabou concebendo um notável documento histórico e clínico. Em sua rememoração, acompanhamos os pensamentos íntimos do autor sobre a sua infância, mas também a escuta sensível de Freud, conduzindo o processo analítico com intervenções precisas e intuitivas.
Voltado para um público amplo, o livro “permite espiar, como que por meio de um olho mágico, os bastidores dos primórdios da psicanálise”, como escreve o psicanalista Rodrigo Lage Leite no texto de orelha.
O posfácio de Anat Tzur Mahalel para esta edição destaca o caráter elaborativo do luto na escrita memorialística de Kardiner e as reverberações duradouras de sua análise para sua vida.
ANO DE LANÇAMENTO 2024
ISBN 978659979527-5
ACABAMENTO Brochura (Pólen bold)
IMAGEM DE CAPA
Bruno Dunley
FORMATO 13,5 cm × 21 cm
PESO 0,200 kg
PÁGINAS 128
TÍTULO ORIGINAL My analysis with Freud – Reminiscences
  Ler as primeiras páginas
Autor

Abram Kardiner (1891-1981) foi um psiquiatra norte-americano, professor na Universidade Columbia de Nova York e um dos fundadores da New York Psychoanalytic Institute. Autor de obras decisivas nos estudos interdisciplinares envolvendo psicanálise, antropologia cultural e sociologia, tornou-se um dos principais divulgadores da psicanálise no meio universitário norte-americano.

O que falaram do livro
O ganho maior que essas reminiscências parecem oferecer seria o acesso ao que se poderia chamar de “o infantil” da própria psicanálise; um acesso não apenas ao registro histórico e documental de suas primícias, mas ao frescor da irrupção de suas ideias mais centrais e geniais. Como em uma ficção baseada em fatos, circulamos pelo gabinete de Freud, observamos seus mobiliários, temos notícias de seus coadjuvantes – a família, os colegas eminentes (Ferenczi, Rank, Abraham e outros) – mas, sobretudo, das intuições e descobertas (…)”
 
RODRIGO LAGE LEITE
psiquiatra e psicanalista
Ao reexaminar sua análise cinquenta anos depois, [Kardiner] fornece um retrato preciso, divertido e inteligente (…)”
LIBÉRATION
Um testemunho insubstituível, que se torna ainda mais raro pelo fato de vir de um homem lúcido, modesto e cheio de humor.”

MIKEL DUFRENNEFilósofo, autor de Jaspers et la philosophie de l’existence
Trechos do livro
  • Poucas pessoas tiveram o privilégio de ser analisadas pelo próprio Freud. Por uma série de eventualidades, cheguei a ele por meio de H. W. Frink. Se eu fosse mais jovem, hesitaria em revelar os fatos biográficos necessários para essa empreitada. Em minha idade, no entanto, o que importa não é tanto dar uma contribuição à Freudiana, sobre a qual já existe material abundante. Minha motivação é um pouco diferente – revelar sua técnica, tanto quanto possível, em um caso específico. (Prefácio, p. 11)
  • Quando o vi novamente em 1927, em sua casa de verão em Semmering, Freud parecia doente, havia perdido muito peso, mas se lembrava de que nós havíamos passado por um período de análise estimulante. E ainda considero essa uma das experiências mais importantes da minha vida. É isto o que constitui o conteúdo deste livro: Freud, o analista, e Freud, o homem, bem como as responsabilidades científicas diante das quais essa experiência me colocou. Em relação a estas responsabilidades, posso dizer que apenas segui minha consciência científica – seja de forma acertada ou errônea. (Prefácio, p. 11)
  • O homem que havia concebido o conceito de transferência não o reconheceu quando ocorreu nesse caso. Ele não percebeu uma coisa. Sim, eu tive medo do meu pai na infância, mas aquele que eu temia agora era o próprio Freud. Ele poderia me ajudar ou me destruir, o que meu pai não mais poderia fazer. (p. 56)

Índice do livro

Prefácio

1. O encontro com Freud
2. Minha análise
3. Freud como analista
4. Freud e o movimento psicanalítico
5. Viena. Longe do divã
6. Minha análise, revisitada em 1976
7. Regresso a Nova York. Os anos posteriores
8. Cinquenta e cinco anos com a psicanálise. Uma avaliação

Posfácio à edição brasileira
Anat Tzur Mahalel

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Minha análise com Freud
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